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Título: Assistência social: história e cultura política Autor: Marcio Eduardo Brotto Formato: 16 x 23 cm  Páginas: 220 Coeditora: Reflexão Assistência social: história e cultura política é resultado de extenso e rigoroso trabalho de pesquisa, uma reflexão abrangente e inovadora sobre a implementação da Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e, por conseguinte, do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), levando em consideração a história e as expressões da cultura política.  Marcio Brotto (professor do Departamento de Serviço Social da PUC-Rio) demonstra que, apesar de administrativamente descentralizadas em sua execução, essas políticas ainda se encontram submetidas a uma espécie de “centralidade federal”, uma vez que o Poder Executivo Federal determina as diretrizes nacionais a serem seguidas em sua execução pelos municípios. Ao utilizar o município de Duque de Caxias como objeto de estudo, o autor evidencia também que o cumprimento dessas diretrizes nacionais é frequentemente influenciado pela trajetória histórica local e seu modo de fazer política.  Esta obra é fundamental para se compreender a contradição ainda presente na sociedade brasileira quanto a tema tão necessário e complexo: as políticas sociais, que, embora fundamentadas em uma perspectiva democrática, na condição de garantidoras de direitos sociais, acabam reforçando, no processo histórico, aspectos como o autoritarismo, o assistencialismo, o clientelismo e a “cultura do medo”.

Título: Assistência social: história e cultura política
Autor: Marcio Eduardo Brotto
Formato: 16 x 23 cm 
Páginas: 220
Coeditora: Reflexão

Assistência social: história e cultura política é resultado de extenso e rigoroso trabalho de pesquisa, uma reflexão abrangente e inovadora sobre a implementação da Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e, por conseguinte, do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), levando em consideração a história e as expressões da cultura política.

Marcio Brotto (professor do Departamento de Serviço Social da PUC-Rio) demonstra que, apesar de administrativamente descentralizadas em sua execução, essas políticas ainda se encontram submetidas a uma espécie de “centralidade federal”, uma vez que o Poder Executivo Federal determina as diretrizes nacionais a serem seguidas em sua execução pelos municípios. Ao utilizar o município de Duque de Caxias como objeto de estudo, o autor evidencia também que o cumprimento dessas diretrizes nacionais é frequentemente influenciado pela trajetória histórica local e seu modo de fazer política.

Esta obra é fundamental para se compreender a contradição ainda presente na sociedade brasileira quanto a tema tão necessário e complexo: as políticas sociais, que, embora fundamentadas em uma perspectiva democrática, na condição de garantidoras de direitos sociais, acabam reforçando, no processo histórico, aspectos como o autoritarismo, o assistencialismo, o clientelismo e a “cultura do medo”.





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Profissão: Catador de Valéria Pereira Bastos descreve e analisa o processo histórico de construção da categoria profissional “catador”, a inspiração para o estudo foi o Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho, Rio de Janeiro – Duque de Caxias.
 

Valéria Pereira Bastos descreve e analisa o processo histórico de construção da categoria profissional “catador”, a inspiração para o estudo foi o Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho, Rio de Janeiro – Duque de Caxias. O estudo assume que o reconhecimento oficial da categoria – por meio da formalização desta atividade profissional – corresponde à conquista dos direitos de cidadania dos catadores.
O objetivo foi identificar e descrever os principais instrumentos de construção identitária da categoria, sua organização e mecanismos de fortalecimento. A discussão teórica se desenvolveu a partir dos conceitos de pobreza, exclusão social e cidadania; território e territorialidade; estigma social e identidade. Adotando um método quanti-qualitativo, a pesquisa de campo demonstrou que, por permanecerem na informalidade, os trabalhadores do “território de jardim gramacho” dispõem de poucas possibilidades de acesso a bens e serviços; são estigmatizados socialmente e têm os seus direitos de cidadania sistematicamente negados. Por meio da fala direta destes sujeitos, buscou-se compreender como eles se percebem e se reconhecem enquanto profissionais, embora a profissão não esteja formalmente reconhecida.


Informações adicionais:

Nome: Profissão: Catador Um estudo do processo de construção da identidade
Autor: Valéria Pereira Bastos
Editora: Letra Capital
ISBN: 978-85-7785-276-5
Páginas: 180

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Favelas do Rio de Janeiro - História e Direito As favelas do Rio de Janeiro  O que é uma favela? Qual a natureza jurídica desse pedaço de cidade? Nesse debate antigo, onde há tanto tempo se tenta determinar o lugar das favelas e dos favelados na cidade do Rio de Janeiro, Rafael Soares Gonçalves propõe uma nova leitura. Em minuciosa pesquisa, na encruzilhada da antropologia, do direito e da história do político, ele identifica a gênese dos dispositivos jurídicos que acompanharam, justificaram e enquadraram a ação dos poderes públicos, dos primórdios das primeiras favelas até os dias de hoje.  Rafael Soares Gonçalves convida o leitor a trilhar com ele esse terreno ardiloso e movediço onde as palavras mudam de sentido conforme sua utilização (popular, científica ou jurídica), e onde as próprias políticas não raro se voltam contra si mesmas (as primeiras leis que buscavam a eliminação das favelas não acabaram, em resultado paradoxal, contribuindo justamente para seu reconhecimento?).  De página em página, Rafael persegue e analisa com o leitor a evolução conjunta das políticas e representações de mais de um século de história: o discurso populista, que por tanto tempo serviu para justificar a ignorância do problema e a vontade de ocultá-lo ou de suprimi-lo, foi substituído hoje por um discurso democrático, fundado em conceitos como o da “reabilitação” e da “regularização”. Assim mesmo, o clientelismo reluta em ceder seu lugar à verdadeira democracia: os favelados esperam direitos mais do que favores, mas a tão desejada regularização fundiária continua a recusar-lhes seu “direito à cidade”.  “Uma história que nos arrasta para o âmago dos desafios enfrentados pelos poderes públicos e pelos habitantes das favelas para inventar uma cidade equânime e diversificada, sim, mas habitada por todos.” Laurent Vidal, professor de Historia do Brasil da Universidade de la Rochelle, França  Sobre o autor Rafael Soares Gonçalves é jurista, historiador e professor do Departamento de Serviço Social da PUC-Rio. Doutor em História e Civilização pela Universidade Denis-Diderot (Paris VII).

 

As favelas do Rio de Janeiro

O que é uma favela? Qual a natureza jurídica desse pedaço de cidade? Nesse debate antigo, onde há tanto tempo se tenta determinar o lugar das favelas e dos favelados na cidade do Rio de Janeiro, Rafael Soares Gonçalves propõe uma nova leitura. Em minuciosa pesquisa, na encruzilhada da antropologia, do direito e da história do político, ele identifica a gênese dos dispositivos jurídicos que acompanharam, justificaram e enquadraram a ação dos poderes públicos, dos primórdios das primeiras favelas até os dias de hoje.

Rafael Soares Gonçalves convida o leitor a trilhar com ele esse terreno ardiloso e movediço onde as palavras mudam de sentido conforme sua utilização (popular, científica ou jurídica), e onde as próprias políticas não raro se voltam contra si mesmas (as primeiras leis que buscavam a eliminação das favelas não acabaram, em resultado paradoxal, contribuindo justamente para seu reconhecimento?).

De página em página, Rafael persegue e analisa com o leitor a evolução conjunta das políticas e representações de mais de um século de história: o discurso populista, que por tanto tempo serviu para justificar a ignorância do problema e a vontade de ocultá-lo ou de suprimi-lo, foi substituído hoje por um discurso democrático, fundado em conceitos como o da “reabilitação” e da “regularização”. Assim mesmo, o clientelismo reluta em ceder seu lugar à verdadeira democracia: os favelados esperam direitos mais do que favores, mas a tão desejada regularização fundiária continua a recusar-lhes seu “direito à cidade”.

“Uma história que nos arrasta para o âmago dos desafios enfrentados pelos poderes públicos e pelos habitantes das favelas para inventar uma cidade equânime e diversificada, sim, mas habitada por todos.” Laurent Vidal, professor de Historia do Brasil da Universidade de la Rochelle, França

Sobre o autor
Rafael Soares Gonçalves é jurista, historiador e professor do Departamento de Serviço Social da PUC-Rio. Doutor em História e Civilização pela Universidade Denis-Diderot (Paris VII).


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'O Século Perdido' é um trabalho apresentado por uma autora que pretende fugir do pequeno círculo de especialistas. Do livro participa uma vasta literatura devidamente incorporada e criticada por Irene Rizzini, cuja segurança em temas tão controversos como a infância e a construção nacional apenas revela a sua já longa dedicação a uma causa que, em geral, se prefere ignorar. Há uma análise da legislação proposta e em vigor na passagem do século XIX ao XX, dos discursos parlamentares e de fontes diversas, tais como jornais e obras de ficção, que, além da sua relevância substantiva, revela o esmero metodológico na montagem e na exposição dessa pesquisa. Enfim, a viagem em que Irene Rizzini se disõe a ser nossa guia é a própia trajetória de desacertos nacionais concernentes ao tratamento da população infanto-juvenil brasileira, e nesse momento em que o país repensa os seus rumos e a sociedade começa a aplicar as suas melhores energias para a integração cidadã das grandes massas de excluídos, O Século Perdido poderá ser o bilhete de entrada dos brasileiros no grande jogo da democratização nacional.

 

'O Século Perdido' é um trabalho apresentado por uma autora que pretende fugir do pequeno círculo de especialistas. Do livro participa uma vasta literatura devidamente incorporada e criticada por Irene Rizzini, cuja segurança em temas tão controversos como a infância e a construção nacional apenas revela a sua já longa dedicação a uma causa que, em geral, se prefere ignorar. Há uma análise da legislação proposta e em vigor na passagem do século XIX ao XX, dos discursos parlamentares e de fontes diversas, tais como jornais e obras de ficção, que, além da sua relevância substantiva, revela o esmero metodológico na montagem e na exposição dessa pesquisa. Enfim, a viagem em que Irene Rizzini se disõe a ser nossa guia é a própia trajetória de desacertos nacionais concernentes ao tratamento da população infanto-juvenil brasileira, e nesse momento em que o país repensa os seus rumos e a sociedade começa a aplicar as suas melhores energias para a integração cidadã das grandes massas de excluídos, O Século Perdido poderá ser o bilhete de entrada dos brasileiros no grande jogo da democratização nacional.

Sobre a autora
Irene Rizzini é Doutora em Ciência Política pelo IUPERJ, mestre em Serviço Social pela University of Chicago e graduada em Psicologia pela Universidade Santa Úrsula. Atualmente ministra aulas no Departamento de Serviço Social da PUC-Rio.

 
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O livro Ação afirmativa na PUC-Rio, publicado pela Editora PUC-Rio, trata da trajetória das políticas de ação afirmativa no Brasil, com destaque para aquelas destinadas à inclusão de estudantes negros e pobres. A professora Andréia Clapp, doutora em Serviço Social pela PUC-Rio, usa como objeto de estudo o programa da PUC-Rio de Pré-vestibular para Negros e Carentes (PVNC), cujo sucesso antecipa em 15 anos o surgimento do PROUNI.

A obra mostra a origem do programa de Pré-vestibular da PUC-Rio e o impacto dessa política na vida dos estudantes beneficiados. Além disso, Ação afirmativa na PUC-Rio conta a história de políticas que representam uma alternativa para diminuir a desigualdade social nos setores público e privado, principalmente no ensino superior e no mercado de trabalho. O trabalho traz ainda o debate acerca da escolha entre dois modelos de ação afirmativa: as políticas de reconhecimento e as políticas de redistribuição.

O primeiro capítulo do livro destaca a desigualdade racial no contexto brasileiro, em que as políticas de cotas raciais e sociais das universidades públicas têm sido a principal referência a políticas afirmativas. Os objetivos e fundamentos dessas ações são traçados no segundo capítulo.

O terceiro capítulo mostra como a emergência dos novos movimentos sociais tem estreita ligação com a constituição das políticas afirmativas no Brasil. A prática desses grupos se revela como resposta a demandas de setores sociais específicos, que atuam como organizações da sociedade civil. As relações de alteridade, noção relacional construída no convívio com o outro, são analisadas no quarto capítulo. Esse último capítulo traz, finalmente, a análise das entrevistas realizadas com 18 ex-alunos bolsistas da ação social do programa da Universidade.


Sobre a autora
Doutora em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, mestre em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e graduada em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.


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Livro oferece um quadro que percorre, entre os anos 1995 e 2007, a trajetória da categoria ferroviária - de imagem quase seminal para as representações acerca do movimento dos trabalhadores -, do setor ferroviário e dos usos e abusos das políticas de que foi alvo sucessivo, aqui em destaque a política de privatização dos anos 1990 e seus impactos sobre os setores sociais. A obra busca também analisar os movimentos que tentaram resistir a todo esse processo.


Sobre a autora

Doutora em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, mestre em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e graduada em Serviço Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
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